Naquela época São Pedro tinha uma pequena guarnição de polícia, um destacamento e alguns membros desse destacamento foram chamados para assegurar o bom andamento do baile, entre eles havia um cabo baixinho, que era o comandante daquele destacamento, baixinho, mas que parecia crescer dentro daquele uniforme.
Beirando a madrugada o baile pegava fogo, quando um folião começou a exagerar e se fez utilizar daquela mão boba para cima das mulheres e com a intenção de evitar maiores problemas naquela festa, o cabo Chico como era conhecido resolveu intervir e deu voz de prisão ao “mão boba” que esbravejou, esperneou todavia foi em cana.
Já na delegacia, quando se iria fazer os tramites legais, o mão boba se identificou como coronel do Exército esbravejando e dizendo que não era pra ele estar ali, que prisão foi ilegal e querendo comer o fígado o cabo Chico.
Então o delegado malandramente disse ao cabo Chico:
- Cabo mas que merda, some da minha frente vai lá pra trás que eu resolvo isso.
-sim, senhor. Disse o cabo ao delegado.
Voltando a sua sala na delegacia, o coronel perguntava onde estava o cabo, que iria fazer e acontecer e exigia o telefone para chamar a guarnição do exército pra levar o cabo. O delegado então resolveu aumentar sua voz também e disse:
- coronel cala a boca porque quem manda nessa delegacia aqui sou eu. E autoridade aqui sou eu. O senhor quer um telefone, tudo bem está ali.
O coronel pegou o telefone bufando e ligou para usa unidade militar que ficava próximo dali. Assim que o furioso coronel terminou de ligar o delegado disse:
- já que o senhor ligou agora é minha vez.
-alô? Posso falar com o general fulano, aqui é o sobrinho dele ...
E passou logo a seguir o telefone para o coronel que lentamente foi murchando e ficando mais calmo...
E o delegado ainda perguntou:
-O senhor quer mesmo saber onde está o cabo?
E com o rabinho entre as pernas o coronel respondeu:
- não, deixa pra lá.
O delegado ainda completou:
-O senhor deu sorte que estou de bom humor, se não quem iria para prisão era o senhor.
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